Diocese de Garanhuns

Histórico Diocese de Garanhuns

A idéia da criação da Diocese de Garanhuns foi do Monsenhor Afonso Pequeno. A idéia teve o acolhimento do então Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra. Ele trabalhou com todo ardor, interesse e carinho, ativando e orientando todo o processo de criação da nova Diocese. Inúmeras vezes esteve em Garanhuns quando da preparação, da instalação e do início da Diocese.

Cônego Benigno Pereira de Lira, pároco de Garanhuns, com assiduidade e interesse dispensou o melhor dos seus esforços, a maior das suas energias, colaborando incessantemente na formação da futura Diocese.

Por encargo do Senhor Arcebispo, o Cônego Lira organizou e ficou à frente da Comissão encarregada do Patrimônio, por exigência da Santa Sé. Foi exausto o trabalho: aquisição da residência episcopal, restauração da velha Matriz, a qual seria elevada às honras de Igreja Catedral e, sobretudo preparação espiritual do povo para receber a grande dádiva de Deus através da Santa Fé.

Em começos de 1918, Dom Leme enviou ao Senhor Núncio Apostólico Dom Jacinto Ângelo Scapardini, o processo a ser enviado à Roma.

A Diocese de Garanhuns foi criada pelo papa Bento XV, através da Bula "Archidioecesís Olindensis et Recifensis", sendo desmembrada da Arquidiocese de Olinda e Recife, aos 02 de agosto de 1918. Por meio desta mesma Bula, foram criadas as Dioceses de Nazaré da Mata e Pesqueira.

Quando da Criação da Diocese, eram em número de 15 as Paróquias. Vejamos: Garanhuns (sede), Águas Belas, Água Preta, Barreiros, Belém de Maria, Bom Conselho, Canhotinho, Catende, Correntes, Lagoa dos Gatos, Palmares, Palmeira, Panelas, Quipapá e São Bento do Una.

Uma das motivações para ser criada a Diocese de Garanhuns, era o vasto território da Arquidiocese de Olinda e Recife, que abrangia toda a região Nordeste, a partir do Rio São Francisco. Veio em momento oportuno, considerando-se a expansão de toda a região.

Atualmente, a Diocese, localizada no Centro-Sul Oriental do Estado de Pernambuco, no Agreste Meridional, compreende 26 Municípios, assim distribuidos: dois na Zona da Mata (Quipapá e São Benedito do Sul), dois no Sertão (Águas Belas e Itaíba) e vinte e dois no Agreste (Garanhuns, Caetés, Capoeiras, Paranatama, Saloá, Bom Conselho, Lagoa do Ouro, Correntes, Brejão, Teresinha, Iati, São Bento do Una, Jurema, Calçado, Jupi, Jucati, Lajedo, Panelas, São João, Palmerina, Canhotinho e Angelim).

Limita-se ao norte com as Dioceses de Pesqueira e Caruaru; ao sul com a Diocese de Palmeira dos Índios e a Arquidiocese de Maceió; a leste, com a Diocese de Palmares; a oeste, com as Dioceses de Floresta e Palmeira dos Índios.