Diocese de Garanhuns


RESUMO BIOGRÁFICO

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, Décimo Primeiro Bispo Diocesano de Garanhuns

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa é natural de São José de Espinharas, Paraíba. Nasceu no dia 17 de abril de 1969. É filho do casal José Nóbrega de Sousa (in memoriam) e Maria Ida da Nóbrega. Estudou teologia no Instituto de Teologia do Recife (1987-1989) e no Seminário Imaculada Conceição, em João Pessoa (1990-1992). Foi ordenado presbítero no dia 17 de dezembro de 1993. Na diocese de Patos, assumiu as funções de administrador paroquial em várias paróquias: Paróquia São Sebastião, Catingueira (1994-1995); Paróquia São Pedro, Patos, e Paróquia Nossa Senhora das Dores, Mãe D´Água (1995-1996); Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Patos (1996-1997); Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Guia (2001-2002); Reitor do Seminário São José (2001 a 2006); Coordenador Diocesano de Pastoral (2002-2003); Pároco da Paróquia Santo Antônio, Patos (2002-2007); e Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, São Mamede (2010-2011).

Dom Paulo Jackson é Mestre em Exegese Bíblica pelo Instituto Bíblico de Roma (1997-2000) e Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (2007-2010); foi Secretário Nacional da Organização dos Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (2004-2007); Vigário Paroquial da Paróquia São Geraldo, Belo Horizonte (2011-2012) e Administrador Paroquial da Paróquia Senhor Bom Jesus do Horto, Belo Horizonte (2012-2015). Foi professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia em Belo Horizonte (2012-2015). Ademais, foi formador dos seminaristas estudantes de Teologia da Diocese de Patos, em Belo Horizonte.

Nomeado 11º. bispo da Diocese de Garanhuns no dia 20 de maio de 2015 pelo Santo Padre, o Papa Francisco. Foi ordenado bispo no dia 18 de julho de 2015, no Largo Dom Gerardo Andrade Ponte, ao lado da Catedral de Nossa Senhora da Guia, em Patos, PB. Sua posse canônica aconteceu na Catedral de Santo Antônio, Garanhuns, no dia 23 de agosto de 2015, seguida de uma solene concelebração eucarística realizada na Esplanada Cultural Mestre Dominguinhos.

ESCUDO EPISCOPAL

Lema episcopal: In Verbo tuo

1. O escudo é marcado pelas cores vermelha e azul: revelam a centralidade do mistério de Cristo, e o desejo de inserir-se no mistério de Deus e de viver as virtudes que conduzem ao céu. Ele é coberto com o chapéu prelatício e franja de cor verde, que indicam a dignidade episcopal. Sete símbolos se destacam: a manjedoura, a cruz e o altar; a Bíblia, dentro da qual estão a flor de lis e o lírio; e a cruz dourada.

 

2. Na parte superior, sob fundo vermelho, encontra-se a centralidade do mistério cristológico: a encarnação, a redenção e a eucaristia. Três árvores: “E sairá um rebento do tronco de Jessé” (Is 11,1); “A palavra da cruz é poder de Deus” (1Cor 1,18); “Já não bebereis do fruto da videira até que venha o Reino de Deus” (Lc 22,18). Nessas três tábuas (manjedoura, cruz e altar), Cristo recolhe, enxuga e transfigura as lágrimas humanas.

 

3. O quadro inferior, sob fundo azul, é dominado pelo motivo central do lema episcopal: a Palavra de Deus, área de estudos do bispo. Na Palavra de Deus, encontramo-nos com o Deus-Palavra, um Deus em família. Um amor incondicional une Jesus-Verbo a Maria (flor de lis) e a José (lírio). A for de lis e o lírio são homenagens e sinais de unidade: a flor de lis, entre a Diocese de Patos (Nossa Senhora da Guia) e o Estado de Minas Gerais (Nossa Senhora da Piedade); o lírio, entre São José de Espinharas, sua terra natal, e a Diocese de Garanhuns, pois ambas têm São José como patrono.

 

4. Dando unidade ao conjunto, no centro, por trás, há uma cruz dourada: ela aponta para a riqueza do mistério da morte e ressurreição do Senhor, e sua realeza. Ela perpassa o escudo inteiro e está fincada no lema, simbolizando a dimensão cristológica do ministério episcopal na sua identificação com o Cristo Bom Pastor. Por outro lado, o azul recorda a “dimensão mariana” de todo servidor do Reino.

 

5. O lema é uma abreviação da frase de Pedro no episódio cristofânico de sua vocação (Lc 5,5): In Verbo tuo. O bispo exerce o seu ministério cum Petro, e plenamente fundamentado no Cristo, Verbo Encarnado.

 

LINAGEM EPISCOPAL
1. D. Paulo Jackson Nóbrega de Sousa (2015) - Bispo de Garanhuns, Brasil
2. D. Walmor Oliveira de Azevedo (1998) - Arcebispo de Belo Horizonte, Brasil
3. D. Lucas Cardeal Moreira Neves † (1967) - Arcebispo de Salvador, Brasil
4. D. Agnelo Cardeal Rossi † (1956) - Arcebispo de São Paulo, Brasil
5. D. Paulo de Tarso Campos † (1935) - Bispo de Campinas, Brasil
6. D. Leopoldo Duarte e Silva † (1904) - Arcebispo de São Paulo, Brasil
7. D. Rafael Cardeal Merry del Val y Zulueta † (1900) - Cardeal-Presbítero de Santa Praxedes, Roma
8. D. Mariano Cardeal Rampolla del Tindaro † (1882) - Cardeal-Presbítero de Santa Cecília, Roma
9. D. Edward Henry Cardeal Howard † (1872) - Arquipresbítero da Basílica de São Pedro, Vaticano
10. D. Carlo Cardeal Sacconi † (1851) - Cardeal-Bispo de Palestrina
11. D. Giacomo Filippo Cardeal Fransoni † (1822) - Cardeal-Presbítero de Santa Maria in Ara Coeli
12. D. Pietro Francesco Cardeal Galleffi † (1819) - Cardeal-Bispo de Albano
13. D. Alessandro Cardeal Mattei † (1777) - Cardeal-Bispo de Ostia (e Velletri)
14. D. Bernardino Cardeal Giraud † (1767) - Cardeal-Presbítero de Santissima Trinità al Monte Pincio
15. Papa Clemente XIII (1743) - Carlo della Torre Rezzonico †
16. Papa Bento XIV (1724) - Prospero Lorenzo Lambertini †
17. Papa Bento XIII (1675) - Pietro Francesco (Vincenzo Maria) Orsini de Gravina †
18. D. Paluzzo Cardeal Paluzzi Altieri Degli Albertoni † (1666) - Camerlengo da Câmera Apostólica
19. D. Ulderico Cardeal Carpegna † (1630) - Cardeal-Presbítero de Santa Maria in Trastevere
20. D. Luigi Cardeal Caetani † (1622) - Cardeal-Presbítero de Santa Pudenziana
21. D. Ludovico Cardeal Ludovisi † (1621) - Arcebispo de Bologna
22. D. Galeazzo Sanvitale † (1604) - Arcebispo Emérito de Bari (Canosa)
23. D. Girolamo Cardeal Bernerio, O.P. † (1586) - Cardeal-Bispo de Albano
24. D. Giulio Antonio Cardeal Santorio † (1566) - Cardeal-Presbítero de San Bartolomeo all’Isola
25. D. Scipione Cardeal Rebiba † (1541) - Cardeal-Presbítero de Sant’Anastasia

 

Primeira Mensagem à Diocese de Garanhuns depois da nomeação

Amadas irmãs, queridos irmãos;
Caríssimo Mons. Benevenuto,
Graça e paz!

 

Sou um homem de quarenta e seis anos, de uma família simples e piedosa. Cresci junto a José e Maria, meus pais, e a Nossa Senhora de Fátima e São José, protetores da minha família e da comunidade eclesial de onde provenho. Fui ordenado presbítero há vinte e um anos, confiando na misericórdia de Deus que se revela em Cristo Jesus. Desde a mais tenra idade, tenho consciência das minhas múltiplas limitações; ao mesmo tempo, cresce a certeza de que a graça divina nunca faltou.

 

Recebi a notícia da minha nomeação como bispo da Diocese de Garanhuns com um misto de surpresa e alegria, consolo e gratidão. Desejo, então, expressar, o meu sentimento de comunhão com a Igreja de Jesus Cristo e a mais profunda gratidão a Sua Santidade, o Papa Francisco. Como disse o seu predecessor: “o fato de que o Senhor saiba trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes me consola”. Desde o primeiro contato do Sr. Núncio Apostólico, D. Giovanni d´Aniello, venho orando por vocês, porção do povo de Deus que está na Diocese de Garanhuns: pelos fiéis leigos e leigas, pelos diáconos, religiosos e religiosas, consagrados e consagradas,presbíteros e seminaristas. Cada comunidade do Sertão, da Zona da Mata e do Agreste,cada irmão e irmã dos vinte e seis municípios espalhados pelos sete vicariatos está permanentemente em meus pensamentos e preces para que se cumpra o que propõe o Apóstolo dos Gentios: apresentemos os nossos corpos como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12,1).

 

Escolhi, como lema inspirador do meu ministério episcopal, a frase de Pedro, no contexto vocacional daquela pescaria cristofânica: In Verbo tuo (Lc 5,5). Que minha vida e ministério estejam em profunda comunhão com o Cristo, Verbo eterno do Pai, inserido na história e revelado especialmente na pele sofrida dos preferidos de Deus. Que Maria, minha mãe, a mulher do silêncio mais eloquente e do “sim” mais discreto, totalmente esvaziada para que a Palavra de Deus nela se cumpra, me acompanhe,indicando-me a arte do perfeito discipulado. E São José, companheiro desde a minha infância, seja a certeza de que “Deus continuará acrescentando” graça sobre graça.

 

Minha gratidão, em nome da Igreja, aos meus irmãos bispos predecessores e, emespecial, a Monsenhor Benevenuto pelo exercício da missão de Administrador Diocesano. Alegro-me em ser acolhido na Diocese de Garanhuns, onde há vários irmãos presbíteros, meus contemporâneos no seminário ou que foram meus alunos no Curso de Teologia. Regozijo-me pelo fato de chegar a essa Diocese no momento em que se abre o triênio de preparação para o seu centenário (1918-2018).

 

Desejo ardentemente poder encontrá-los e abraçá-los como irmão. Deus os abençoe a todos.
Em comunhão de orações, seu primeiro servidor,
Pe. Paulo Jackson Nóbrega de Sousa.